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  • “Mesmo com novos projetos, o Acorda Cidade segue em frente”, garante Dilton Coutinho

    Com mais de 30 anos atuando na comunicação, Dilton Coutinho não acumula somente experiências nas várias vertentes da área. Ele continua inovando e agora depois de se consolidar no jornalismo on-line, o comunicador parte para o campo do rádio FM, onde comanda atualmente dois programas nas rádios Transamérica e Jovem Pan. Com esta inovação, os bastidores do rádio feirense “fervilharam” de especulações sobre o fim do Acorda Cidade e a saída da Rádio Sociedade. Em entrevista ao jornal FOLHA DO ESTADO, Coutinho afasta esta possibilidade, além falar sobre seus novos projetos. Confira:


    “Mesmo com novos projetos, o Acorda Cidade segue em frente”, garante Dilton Coutinho
    Foto: Gleidson Santos / Jornal Folha do Estado

    Reginaldo Júnior: Depois de 18 anos do Programa Acorda Cidade, o senhor está com um novo desafio na Radio Transamérica com o TransNoticias e na coordenação do Jornal Jovem Pan Feira de Santana. Como foi que surgiu o convite?


    Dilton Coutinho: Na realidade eu já estava, não diria acomodando, mais como ideia de sair da zona de conforto que a gente já está, como a audiência, equipe boa fazendo o trabalho bem aceito pela sociedade. E na minha concepção era preciso dar uma mexida, uma melhorada no formato do Acorda Cidade da Radio Sociedade, e já vínhamos discutindo isso nas reuniões, inclusive aberto a ideias com eles, como uma nova formatação do programa que estava me incomodando. Já o formato, é o mesmo há 18 anos e precisa de uma mexida, mas não muito para as pessoas não estranharem. Aí de repente eu tinha essa vontade de fazer um programa em uma FM à tarde, para fechar a tarde, por que a gente entende que as pessoas pela tarde precisam ter informação. Nesse intervalo, antes das mudanças acontecerem no acorda Cidade, o doutor Antônio Lomes, Presidente do Grupo Lomes de Radiodifusão, que tem as emissoras em Feira de Santana, Transamérica e Jovem Pan; e está vindo mais uma, ganhou mais uma concessão de que a rádio é de Amélia Rodrigues, mais que por causa da Região Metropolitana, o estúdio vai ser implantado em Feira de Santana, então eu recebi um ligação dele, para fazemos uma reunião pois ele precisava conversar comigo. Chegando lá ele apresentou o projeto, o horário estava ficando vago das 17 às 19 horas, e o Jornal Jovem Pan Local era pela manhã, perguntou se eu tinha interesse em tomar conta desse dois horários.


    Eu refleti um pouco e disse não, não quero, estou tranqüilo, vou tocar meu projeto Acorda Cidade. Ele falou para pensar direitinho e voltar por que é tudo muito rápido o horário estava vago e era preciso preencher. Dois dias depois fizemos uma nova reunião e evoluímos para uma parceria, aceitei o desafio e o convite, estamos começando, o da tarde eu estou apresentando na Transamérica com Juvenal Martins e Laine Cruz, um fator importante pois estou aproveitando a própria equipe do Acorda Cidade e pela manhã na Pan o Ney Silva apresentando o programa ao lado de Danilo Freitas, estudante de jornalismo que já atua em algumas atividades da Rádio Sociedade AM mesclado a juventude com a experiência. A receptividade ta muito boa, eles estão fazendo um programa que já vem com um formato estabelecido da rede. É mais ou menos essa idéia e agora é inovar conversando com alguns amigos, explicando que ainda não estava no momento de me aposentar e ainda posso oferecer algo para o rádio, tentando fazer um formato diferente não ser a reprodução do Acorda Cidade.


    RJ: Qual é a diferença do Jornal Jovem Pan, do TransNoticias e do Acorda Cidade?


    DT: O Acorda Cidade é formato no apelo do jornalismo comunitário e informativo ao mesmo tempo, onde temos a oportunidade de trazer a comunidade para discutir seus problemas fazendo um intermédio com as autoridades e com ênfase no setor policial, no sábado temos uma novidade que é o Acorda Saudade, com Ed Santos para dar um “quebra”. No Transnoticias estou tentando implantar uma filosofia diferente, com mais informação do dia o que está acontecendo no Brasil e no Mundo com entrevista diária sempre com assuntos que interessam à comunidade e colocamos uma voz feminina para da leveza à tarde.
    Eu estou tentando implantar uma nova filosofia de fazer um programa mais leve, não damos muito destaque ao setor policial, porque ele já esteve presente pela manhã, às 18 horas colocamos uma música para dar uma relaxada e dando um toque no esporte, mais leve mais em perder o foco da noticia que é o mais importante. Eu também estou tentando implantar uma leveza em meu estilo, mais já estão havendo reações, as pessoas acostumadas com o Dilton mais ativo estão querendo eu implante na Transamérica, estou fazendo uma avaliação de mudança também de apresentação. O Jornal Jovem Pan local tem mais um formato news com poucos comentários e mais informações, que já é um modelo que vem da rede. E todo conteúdo dos programas são compartilhados com os grupos.


    RJ: E como foi a primeira semana do programa, que foi apresentado direto do shopping?


    DT: Muito boa a receptividade, essa idéia do Rafael Lomes que primeira ação aconteceu a campanhas em outdoor focado na estréia dos programas e segunda ação foi tira a radio do estúdio e colocar no shopping para da visibilidade, movimentar a estréia trazendo grandes entrevista, inicialmente pra discutir o trânsito, que é um dos grandes problemas da cidade, levamos o Francisco Junior discutimos o trânsito com o repórter na rua, no segundo dia levamos o governador eleito Rui Costa, depois o prefeito José Ronaldo e fechamos a semana no shopping bem.


    RJ: No Transnoticias existe também um quadro para as mulheres?


    DT: Eu criei um quadro com as meninas o “Cá entre Nós”, que está sendo um sucesso, as meninas que trabalham no site elas comandam um programa, eu saio de cena, discutindo vários assuntos principalmente relacionados às mulheres.


    RJ: Quando surgiu a notícias da sua ida para o comando do Transnoticias e a coordenação da Jovem Pan, surgiram os boatos do fim do Acorda Cidade na Rádio Sociedade AM, como o senhor absorveu essa história e como está administração dessa situação?


    DT: Inclusive houve a sugestão da direção da Transamérica para colocar o nome Acorda Cidade, mais não iria ficar legal para a tarde e não poderia colocar Dorme Cidade, o Acorda Cidade ficou na Rádio Sociedade e criamos o TransNoticias relacionado até o nome da rádio. Inicialmente esse tipo de informação veio com naturalidade, as pessoas poderiam até imaginar o fim do Acorda Cidade na Rádio Sociedade mais não, inclusive o FreiHelenilson administrou isso muito bem por que aqui o trabalho continua o mesmo, o compromisso de fazer um bom trabalho, a rádio Sociedade já pediu migração para o FM também, Daí em diante não sabemos como será o processo, mais o certo e que a rádio é um prefixo forte e não teria sentimos de deixamos um programa já consolidado para começa um trabalho novo. Então o Acorda Cidade continua solido com o propósito firme de fazer um jornalismo comunitário, apenas estamos prospectando novos negócios dentro da empresa e do meu segmento que é o rádio jornalismo


    RJ: Falando sobre o rádio, o senhor falou que a Rádio Sociedade já pediu a migração para FM, que é considerado um dos maiores avanços no rádio nos últimos 50 anos em nosso país, mais será que aqueles ouvintes acostumados com o AM vão fazer essa migração?


    DT: É evidente que vamos encontrar algumas dificuldades em termos de adaptação, os profissionais vão ter que se preparar um pouco melhor porque vamos ter que passar mais conteúdo. O rádio AM sobrevive hoje como o rádiojornalismo, você pode observar que todas elas estão focadas no jornalismo, o FM está seguindo a mesma forma, a mesma linha. O rádio FM vai se transformar e você já observa isso no Brasil todo, em rádios mais informativas por que ou você faz uma segmentação como a Jovem Pan em Feira de Santana que tem seu público definido essa emissora vão continua sobrevivendo, as outras eu entendo que com a nova tecnologia, por que agora você chegar aos automóveis os Pen Drive estão lá cheios com 200, 300, 1.000 músicas dentro do seu gosto, mais se você quer ouvir uma notícia não tem dentro do pen drive vão ter que sintonizar em uma emissora, acho que vai ser uma tendência natural ou elas segmentarem ou irem para o jornalismo porque acho que o caminho é esse.


    RJ: Além disso, hoje tem a questão das redes sócias, dos aplicativos que todas as rádios têm criar o seu.


    DT: Isso tem de avançar na tecnologia, o celular, por exemplo, o AM tem essa dificuldade, a Samsung fez um, mas não avançou. O FM não, você entra a qualquer hora a questão da mobilidade o site é acessado do celular o rádio a mesma forma e precisamos acompanhar essa evolução que vem com a migração, que não tem retorno vai ter que migra e a partir daí as emissoras decidirem seus conteúdos. O FreiHelenilson já deu entrada no projeto da Rádio Sociedade, agora o projeto radio vai ser qual? Isso que vai ser discutido, talvez ouvindo o público, ouvindo as pessoas que fazem rádio mais ainda existe uma interrogação qual a linha a rádio vai tomar depois da migração.


    RJ: Qual a sua opinião sobre a flexibilização da “Voz do Brasil”, projeto tão discutido por anos, que aconteceu em partes durante a copa do mundo de 2014, pois muitas rádiosse sentem prejudicadas em cortar sua programação em um horário de grande pico e procuram os ouvintes?


    DT: Existem muitas coisas nesse Brasil que precisam repaginar, modelo eleitoral, código penal que é atrasadíssimo e dentro desse contexto a Voz do Brasil, não se permite mais essa espécie de ditadura, “Olha você tem de entra 7 horas com a voz do Brasil”, não pode flexibilizar isso. Tornar obrigatório em qualquer horário, não se discute isso mais que seja flexível a depende do comprometimento de horário da emissora, eu acho que tem ser flexível a emissora ou a lei determinar até tal hora, por que às vezes as pessoas podem querer colocar na madrugada. Mas que tenha a flexibilidade, pois precisamos avançar o mais rápido possível.

    Por: Reginaldo Júnior

    Correção: Alana Nascimento

    Edição: Cristiano Alves

    Foto:  Gleidson Santos / Jornal Folha do Estado



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